
Os dois acusados de terem matado Lidiomar Renato, 30 anos, no Distrito de Vila Reis na última semana em Apucarana se apresentaram à polícia. Ivanildo Martins de Souza, 25 anos e o irmão dele, Janisley Martins de Souza, de 22 anos estavam acompanhados de advogado. Eles alegam legítima defesa e dizem que só um é que atirou contra a vítima. Testemunhas dizem que os dois atiraram.
Obviamente instruídos eles disseram isso. O fato é que, friamente um homem foi morto. O que é pior, por pouco os filhos dele não morrem juntos. Eles viram tudo e segundo testemunhas, chegaram a pedir para que o pai não fosse morto. O pai agonizava após ter recebido quatro tiros.
Cinco filhos ele deixou. Respectivamente, dois, quatro, cinco, sete e nove anos, a idade deles, sendo a de cinco anos a que mais se chocou. Ela conta pra quem quiser ouvir tudo o que passou. Trauma pra toda vida talvez.
A promotoria da Infância e Adolescência de Apucarana já acionou os serviços do CRAS – Centro de Referência e Apoio Social, para a família. O CRAS da Vila Reis deve encaminhar a família para apoio psicológico e assistência.
Nesse domingo soubemos que os acusados estavam se preparando para mudança e também que um deles já teria pedido demissão do emprego. A família do morto reside na mesma rua e se sente apreensiva quanto à liberação deles pela polícia.
- “Eu quero ver eles sendo presos e condenados pelo que fizeram ao pai dos meus filhos e pela frieza com que o executaram na frente das crianças”. Enfatizou a esposa.
Hoje (10), ela deve procurar um promotor de justiça para se orientar quanto ao caso.
Segundo ela, os dois homens armaram tudo para que o crime se fizesse parecer como passional e legítima defesa. Na delegacia (17ªSDP), o delegado adjunto Dr. Mânica disse que foi estranha a atitude deles ao alegarem passionalidade e terem mesmo assim dito que jogaram a arma em um rio da região.
Contradizendo a versão dos acusados, segundo testemunhas, os dois estiveram de moto rondando em frente ao velório para terem certeza de que tinham mesmo matado.
Conversando com a esposa do falecido, ela disse que espera em Deus e que confia na Justiça de Apucarana.

Um comentário:
Reportagem de baixo nível.
A discussão apresentada está no plano familiar, por mais que represente as mazelas sociais, acaba oferecendo subsídios para fofocas e cometários do gênero, ou seja, não leva a reflexão da verdadeira causa da violência em nosso país... de fato... não contribui.
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